quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Caridade é, sobretudo, amizade.



Para o faminto -- é o prato de sopa.
Para o triste -- é a palavra consoladora.
Para o mau -- é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.
Para o desesperado -- é o auxílio do coração.
Para o ignorante -- é o ensino despretensioso.
Para o ingrato -- é o esquecimento da ingratidão.
Para o enfermo -- é a visita pessoal.
Para o estudante -- é o concurso no aprendizado.
Para a criança -- é a proteção construtiva.
Para o velho -- é o braço irmão.
Para o inimigo -- é o perdão.
Para o amigo -- é o estímulo.
Para o transviado -- é o entendimento.
Para o orgulhoso -- é a humildade.
Para o colérico -- é a calma.
Para o preguiçoso -- é o trabalho.
Para o impulsivo -- é a serenidade.
Para o leviano -- é a tolerância.
Para o deserdado da Terra -- é a expressão de carinho.


Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente.
É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos,
amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre,
entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes,
porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela,
a benefício do mundo inteiro.
(Emmanuel / Francisco Cândido (Chico) Xavier)
Livro "Viajor"

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como conseguir entusiasmo?

por Emilce Shrividya Starling


O objetivo da vida é ser feliz. Todos nós estamos procurando por algo melhor, buscando a felicidade.
"Para cultivar o entusiasmo, você deve praticar ações que aumentem a alegria do coração. Deve ser generoso, altruísta, bondoso, ser tolerante e paciente com você mesmo e com as outras pessoas" Muitas pessoas, porém, estão procurando fora de si mesmas, em posses, em posições, nos outros, no consumismo, nas viagens, nos acontecimentos. Não estão com o objetivo de serem felizes dentro de suas próprias mentes.
Sofrem de estresse, ansiedade, medos, insônia, angústias, depressão,tristeza, solidão. E realmente, estas dores da alma, como podemos chamá-las, impedem que a felicidade se aproxime.
Os inimigos do entusiasmo
Existem muitos obstáculos que bloqueiam a fonte do entusiasmo e não permitem que se manifeste como: a raiva, a impaciência, a inveja, hábitos de criticar a si mesmo e os outros, ódio por si mesmo, baixa auto-estima, falta de controle, maldade, hipocrisia, arrogância, dúvidas, indelicadeza, desrespeito, insatisfação constante, falta de gratidão, não perdoar, ferir os outros, falar sarcasticamente.
Quando algumas dessas características se manifestam em uma pessoa, a energia do entusiasmo fica bloqueada e as virtudes ficam obscurecidas. Essa pessoa fecha o coração e se sente sem alegria de viver. Sente que nada neste mundo pode lhe trazer felicidade.
Experimenta tristeza quase todo o tempo. VIve criticando tudo, sem encontrar nenhum sabor nem interesse em nada. Ela se assemelha a uma flor seca, sem vida, árida e triste. Não dá valor ao que tem, não agradece ao que recebe, não existe leveza em seu coração. A vida é um peso que carrega e não encontra saída para seu sofrimento.
Quando a mente está negativa, com muita turbulência, é difícil experimentar gratidão e alegria. É necessário purificar a negatividade que é energia condensada.
Precisamos limpar camadas e camadas da mente. Nossos padrões mentais, nossos “arquivos” no cérebro, que trazemos de muitas vidas, precisam ser purificados.
Como você pode sentir entusiasmo, se seu coração está queimando no fogo da raiva, no fogo dos sentimentos e pensamentos negativos, no fogo de um completo descontentamento?
Como conseguir o entusiasmo?
Para cultivar o entusiasmo, você deve praticar ações que aumentem a alegria do coração. Deve ser generoso, altruísta, bondoso, ser tolerante e paciente com você mesmo e com as outras pessoas.
As práticas do yoga como as posturas psicofísicas, os exercícios respiratórios, o relaxamento, a meditação, o canto dos mantras, a contemplação dos ensinamentos, o serviço altruístico, desenvolvem essa alegria e conectam você com seu Ser interior, fonte de todo entusiasmo.
Através dessas práticas, você começa a dissolver pensamentos tristes e dolorosos, emoções negativas e de depressão, sentimentos guardados e não resolvidos, velhos ressentimentos e rancores que mantinha armazenado em sua mente por muitos anos.
Quem tem entusiasmo manifesta Deus em seus pensamentos, palavras e ações, pois a palavra entusiasmo significa literalmente “carregando Deus no interior” ou “possuído pelo Deus interior”. É expressar as virtudes divinas de nosso interior.
Com a prática regular da meditação e do relaxamento, que são formas maravilhosas de orar, fazemos conexão com o Ser interior divino. Ao silenciar corpo e mente, nós nos acalmamos, temos boas intuições, insight, melhor discernimento, soluções para nossas dúvidas e problemas, e a sabedoria brota do interior.
Quando oramos apenas com palavras, estamos falando com Deus, quando conseguimos nos voltar para dentro, deslizar para este espaço de silêncio interior, Deus “fala” conosco através das qualidades divinas de nosso interior.
Ele se manifesta em nós através da alegria, do entusiasmo, da bondade, da compaixão, da tranqüilidade, da paz interior, da paciência.
Com essa conexão direta com o Ser interior através do apaziguamento e da tranqüilidade, encontramos um porto seguro, um apoio interior para todos os momentos, mesmo os mais desafiantes e difíceis. É nossa apólice de seguro verdadeira.
Namaste! - Deus em mim saúda Deus em você! Fique em paz!








segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O peso que a gente leva...

malas de viagem a moda antiga photo
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado?


As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez?

Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada.

É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence.

E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É conseqüência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou.
É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.

Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos...

Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar.


Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro. Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.

domingo, 8 de janeiro de 2012

"PEDIDO DE UMA CRIANÇA A SEUS PAIS”!

Desconhecemos a autoria de tão interessante texto, que vale para reflexão, especialmente para pais, avós, professores, etc., neste momento de tanta desagregação familiar, de violência e descaminhos dos jovens!


Não tenham me Não me estraguem. Sei que e é conseqüências de meus erros.





Às vezes eu preciso aprender pelo caminho áspero.
· Não tenham medo de serem firmes comigo. Prefiro assim. Isto faz com que eu me sinta mais segura.



· Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que peço. Só estou experimentando vocês.


· Não deixem que eu adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo, o que é errado.


· Não me corrijam com raiva, nem na presença de estranhos. Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular.


· Não me protejam das conseqüências de meus erros. Às vezes eu preciso aprender pelo caminho áspero.


· Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para poder amadurecer.


· Não sejam irritantes ao me corrigirem. Se assim o fizerem, eu poderei fazer o contrário do que me pedem.


· Não me façam promessas que não poderão cumprir depois. Lembrem-se que isto me deixa profundamente desapontada.


· Não ponham à prova a minha honestidade. Sou facilmente levada a dizer mentiras.


· Não me apresentem um Deus carrancudo e vingativo. Isto me afastaria d'Ele.


· Não desconversem quando faço perguntas, senão serei levado a procurar as respostas na rua todas as vezes que não as tiver em casa.


· Não se mostrem para mim como pessoas infalíveis. Ficarei extremamente chocada quando descobrir um erro de vocês.


· Não digam simplesmente que meus receios e medos são bobos. Ajudem-me a compreendê-los e vencê-los.


· Não digam que não conseguem me controlar. Eu me julgarei mais forte que vocês.


· Não me tratem como uma pessoa sem personalidade. Lembrem-se que eu tenho o meu próprio modo de ser.


· Não vivam me apontando os defeitos das pessoas que me cercam. Isto irá criar em mim, mais cedo ou mais tarde, o espírito de intolerância.


· Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas, por mim mesma.


. Não queiram ensinar tudo pra mim.


· Não tenham vergonha de dizer que me amam. Eu necessito desse carinho e amor para poder transmiti-lo à vocês e aos outros.


· Não desistam nunca de me ensinarem o bem, mesmo quando eu parecer não estar aprendendo.


· Insistam através do exemplo e no futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram.




· Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para poder amadurecer.


· Não sejam irritantes ao me corrigirem. Se assim o fizerem, eu poderei fazer o contrário do que me pedem.


· Não me façam promessas que não poderão cumprir depois. Lembrem-se que isto me deixa profundamente desapontada.


· Não ponham à prova a minha honestidade. Sou facilmente levada a dizer mentiras.


· Não me apresentem um Deus carrancudo e vingativo. Isto me afastaria d'Ele.


· Não desconversem quando faço perguntas, senão serei levado a procurar as respostas na rua todas as vezes que não as tiver em casa.


· Não se mostrem para mim como pessoas infalíveis. Ficarei extremamente chocada quando descobrir um erro de vocês.


· Não digam simplesmente que meus receios e medos são bobos. Ajudem-me a compreendê-los e vencê-los.


· Não digam que não conseguem me controlar. Eu me julgarei mais forte que vocês.


· Não me tratem como uma pessoa sem personalidade. Lembrem-se que eu tenho o meu próprio modo de ser.


· Não vivam me apontando os defeitos das pessoas que me cercam. Isto irá criar em mim, mais cedo ou mais tarde, o espírito de intolerância.


· Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas, por mim mesma.


. Não queiram ensinar tudo pra mim.


· Não tenham vergonha de dizer que me amam. Eu neim o fruto daquilo que plantaram.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os Três Reis Magos








A tradição dos Três Reis Magos remonta ao nascimento de Jesus. As referências a este episódio nos Evangelhos é muito vaga, não se sabe quantos seriam estes personagens que visitaram a Criança assim que Ela nasceu, evento que consta no Evangelho de Mateus. Não se sabe com certeza nem mesmo se eram reis, há pesquisadores que acreditam ser eles sacerdotes seguidores de Zaratustra, da Pérsia, ou seus conselheiros. Supõe-se que eram três pelo número de presentes oferecidos ao Mestre. Seus nomes seriam Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia, os Santos Reis, porque são considerados bem-aventurados. Eles ganharam estas denominações cerca de oitocentos anos após o nascimento do Messias.



Há também a probabilidade de que eles eram astrônomos, pois se conta que eles observaram uma estrela incomum e a seguiram até a região na qual se encontrava Jesus. Sabendo que havia nascido um rei, foram imediatamente ao palácio de Herodes, em Jerusalém, mas o cruel personagem nada sabia, porém ficou assustado com essa possibilidade, pois já ouvira algumas profecias a esse respeito. Ele então teria pedido aos magos que o comunicassem se encontrassem este menino, pois desejava também lhe fazer uma visita. Sua intenção, porém, era de matá-lo.



Os reis fizeram uma longa viagem até a manjedoura, lá chegando apenas no dia seis de janeiro, daí o Dia de Reis ser comemorado nesta data. Narra a tradição que eles seguiram a estrela que lhes indicava a localização exata de Jesus, e também que eles teriam oferecido ao Menino ouro, incenso e mirra, o primeiro simbolizando a realeza de Jesus; o segundo, a sua Natureza Divina, a fé, já que o incenso era muito usado nos templos para representar as preces que seguem do Homem para Deus; e o terceiro, a imortalidade e a alusão à sua futura morte no martírio, pois a mirra era muito utilizada para a preparação dos cadáveres, com o propósito de conservá-los infinitamente. Ela foi usada também no corpo de Jesus após a Crucificação. Destes magos e de seus gestos herdamos a tradição de dar presentes uns aos outros no Natal.



Eles também representavam a humildade dos poderosos que se curvariam diante da Realeza Maior de Jesus, cumprindo as profecias que prediziam a humilhação dos grandes dominadores terrenos e a glorificação dos humildes. É nesse sentido que a Igreja preserva o culto aos Reis Magos, que receberam esse título apenas no século III, cumprindo assim a profecia de que os reis se prostrariam diante Dele. Para o catolicismo, eles representam a obediência aos desígnios divinos, o desprendimento dos patrimônios materiais, o compartilhamento destes bens com os necessitados.
Não há provas históricas da existência desses Reis e no próprio Evangelho são citados apenas por Mateus. Talvez eles sejam apenas um símbolo, uma metáfora da legitimação de Jesus por todos os povos da Terra. O que importa, porém, é que a tradição permanece viva, inclusive através da popular Folia de Reis – festa de origem portuguesa que relembra anualmente a visita dos Reis Magos a Jesus. Em alguns países essa comemoração tornou-se mais importante que o próprio Natal. No Brasil, grupos de pessoas vestidas a caráter visitam algumas casas tocando músicas que glorificam o nascimento do Menino Jesus e a visitação dos Santos Reis. As festas, que se iniciam próximo ao Natal, são encerradas no dia seis de janeiro, quando se comemora o Dia de Reis.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Receita da Felicidade



OUTRA RECEITA
Ingredientes:
1 xícara de serenidade
3 colheres de sopa de paciência
2 xícaras de caridade
4 colheres de compreensão
1 dose de respeito
a mesma medida de tolerância
1 dúzia de amor
1/2 litro de carinho
3 copos de alegria
1 kl. de fé
2 kls. de pensamento positivo
1 pitada de inteligência
e muita humildade para semear.
Preparo:
Misture tudo, coloque dentro do
seu coração aquecido para
aproximadamente tempo
infinito.
Rendimento:
Para todos que buscam a
felicidade.

Simone Luzzi